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AMI | Assistência Médica Integral e Universidade do Minho desenvolvem dispositivo inovador para medir sinais vitais

Monitorização remota sem fios de pacientes

 

A Escola de Engenharia da Universidade do Minho e a AMI | Assistência Médica Integral, uma rede complementar de unidades de saúde privada que opera há mais de 20 anos com base na Casa de Saúde de Guimarães, estão a desenvolver um projecto pioneiro de investigação científica no âmbito da monitorização remota sem fios de pacientes.

O projecto-piloto, denominado "Mobile Health Living Lab", beneficia das mais recentes tecnologias de comunicação e sensorização para aumentar a mobilidade de pacientes internados, mesmo quando os seus sinais vitais - electrocardiograma, ritmo cardíaco, oximetria e temperatura corporal – precisam estar sob contínua monitorização. Numa fase avançada do projecto, esta mesma tecnologia será também aplicada para supervisionar pacientes após alta hospitalar ou com patologias crónicas nas suas próprias habitações.

A grande maioria dos dispositivos para monitorização destes indicadores da pulsão humana obrigam o paciente a permanecer na cama hospitalar e embora comercializados como "portáteis" não são necessariamente pequenos, leves, discretos e completamente livres de cabos.

Neste contexto, e tendo em conta igualmente que a doença cardiovascular é a primeira causa de morte entre os europeus, que as perturbações do ritmo cardíaco podem ser encontradas antes do início de um evento e que muitas destas mortes poderiam ser evitadas com o diagnóstico básico de um simples electrocardiograma, as sinergias entre as duas instituições da região do Minho pretendem favorecer a medicina com um sistema integrado e inovador a nível mundial. Assegurando um grande alcance de transmissão, este sistema potencia a liberdade do doente e permite o acesso à informação, em tempo real, com confidencialidade e fiabilidade dos dados, quer pelos pacientes, quer pelos profissionais de saúde. A sua higienização também é fácil e prática.

A equipa de investigação multidisciplinar deste projecto foi liderada pelo Instituto de Polímeros e Compósitos e incluiu também investigadores do Departamento de Electrónica Industrial e do Departamento de Sistemas da Informação da Universidade do Minho (alguns dos quais enquadrados no programa MIT – Portugal), assim como profissionais da Casa de Saúde de Guimarães.

Este grupo de trabalho, que materializa uma longa tradição de cooperação na filosofia de Living Labs, desenvolveu um sistema completo de monitorização, o que incluiu investigação em sensores, redes sem fios, aplicações informáticas e equipamento de suporte – que se encontra actualmente em fase de testes laboratoriais.

A maior inovação deste sistema é o desenvolvimento de sensores sem fios baseados na tecnologia Zigbee, como alternativa ao WIFI e ao Bluetooth. A tecnologia utilizada apresenta maiores índices de fiabilidade e segurança, assim como menor consumo de energia.

Este projecto está enquadrado no "Protocolo de Cooperação para o Desenvolvimento de Novas Soluções na área do Diagnóstico e Tratamento", celebrado entre a Universidade do Minho e a Casa de Saúde de Guimarães, por recurso a tecnologias emergentes no âmbito dos sistemas de informação, imagiologia e robótica e que contemplará também outros projectos de investigação aplicados à saúde.

 

Acerca da AMI | Assistência Médica Integral e da Casa de Saúde de Guimarães 

Com valências clínicas de ambulatório e internamento, a AMI | Assistência Médica Integral presta serviços integrados de saúde e bem-estar. Para além da Casa de Saúde de Guimarães, integra o novo Hospital Privado de Guimarães, a abrir até ao final do ano, e as Clínicas Médicas de Pevidém, Taipas, Urgezes e Vizela. A AMI| CliHotel de Gaia é a mais recente unidade da rede AMI.

 

Acerca da Escola de Engenharia da Universidade do Minho

A Escola de Engenharia da Universidade do Minho integra mais de 300 docentes e investigadores doutorados, distribuídos por nove departamentos, e oferece formação a nível de 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino superior a perto de 6000 estudantes, sendo tida como um paradigma na inovação e desenvolvimento colaborativo com o tecido industrial ao longo das últimas três décadas. O Instituto de Polímeros e Compósitos (IPC) da Universidade do Minho é uma unidade de investigação da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) classificada como Excelente, tendo como objectivo contribuir para os avanços científicos e tecnológicos no domínio da Ciência e Engenharia de Polímeros e de áreas científicas relacionadas. O IPC tem extensa experiência no desenvolvimento de produto para diversas áreas de aplicação, como dispositivos médicos, automóvel e embalagem. O IPC conta actualmente com 83 investigadores, 27dos quais doutorados, e, desde 2006, integrou o Laboratório Associado I3N (Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação).

 

(Casa de Saúde de Guimarães, 3 de Dezembro de 2009)