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HCP: primeiro ano de aproximação entre investigação e empresas

 

Constituído há precisamente um ano, o pólo de competitividade na área da Saúde tem apostado com sucesso, segundo o presidente Luís Portela, numa aproximação entre investigação e empresas, que deverá começar agora a concretizar-se em projectos conjuntos já delineados.

"Há um muito melhor conhecimento entre as diferentes instituições [associadas do Health Cluster Portugal (HCP)], quer de investigação, quer empresas, que se vão aproximando e desenhando projectos conjuntos", afirmou Luís Portela em declarações à Agência Lusa.

Salientando que "não havia hábitos de trabalho em conjunto" entre os sectores empresarial e de investigação na área da saúde em Portugal, o presidente do HCP diz que se tem vindo a "semear para uma mudança de paradigma" e a "procurar áreas em que possam ser elaborados projectos comuns".

"É isso que vamos agora procurar fazer no 2º ano [de actividade do HCP]", referiu, embora ressalvando que "a missão [do 'cluster'] é, sobretudo, ser facilitador" de projectos, e não responsável por eles.

Apostada em fomentar o registo de patentes e a transferência de tecnologia entre quem investiga e quem produz, o HCP identificou algumas áreas preferenciais, com destaque para o bem-estar/envelhecimento, as doenças neurodegenerativas, vários tipos de cancros e doenças cardiovasculares.

O director geral da Crioestaminal, associada do HCP desde a sua fundação, corrobora que o primeiro ano de actividade do 'cluster' "foi de conhecimento para todos os associados".

"Estamos a falar de entidades com missões muito diferentes", sustentou Raul Santos em declarações à Lusa, salientando que, "para começar, era fundamental que os parceiros se pudessem conhecer", o que foi conseguido nas "diversas reuniões" para "troca de ideias" já realizadas.

Actualmente com 86 associados e um orçamento de 150 mil euros no primeiro ano de actividade, o HCP foi o primeiro pólo de competitividade e tecnologia a ser constituído em Portugal e congrega instituições públicas e privadas, desde empresas a universidades, centros de investigação e hospitais.

Entre eles contam-se vários laboratórios e produtores de dispositivos médicos, para além de "pesos pesados" como a Fundação Champalimaud e o Instituto Ibérico de Nanotecnologias, na investigação, ou o grupo José de Mello Saúde e os Hospitais Privados de Portugal, na área da prestação de cuidados.

Uma grande aposta do pólo de competitividade na saúde são, segundo o presidente do 'cluster' e da farmacêutica Bial, os "projectos âncora horizontais" que abrangem a generalidade dos associados e são coordenados pelo próprio HCP: investigação de translação, transferência de tecnologia e a promoção internacional e 'networking'.

Conforme explicou Luís Portela, a investigação de translação consiste em, "com base na informação que vem dos pacientes, solicitar às instituições de investigação que desenvolvam determinados temas para depois serem transformados em produtos e serviços que sirvam as necessidades dos próprios doentes".

A este nível, adiantou, "estão a ser desenhados três projectos" no HCP, cujos contornos não quis, contudo, ainda revelar.

Já no que no que respeita à transferência de tecnologia, o HCP propõe-se "facilitar o licenciamento de tecnologia no exterior", assim como "tornar mais fácil o acesso a agências de propriedade intelectual, quer a nível nacional, quer internacional, para um mais fácil registo de patentes".

Contactado pela Lusa, o presidente do Instituto de Medicina Molecular, também associado do 'cluster' da saúde, descreveu o primeiro ano do HCP como um período "de desenvolvimento e consolidação", durante o qual foram atraídos ao projecto "os principais actores nacionais da saúde".

 

Agência Lusa (4 de Abril de 2009)