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Projeto Do IT contribui com avanços nas áreas do diagnóstico, prognóstico e terapêutica do cancro, doenças neurodegenerativas e diabetes

 

Porto, 15 de abril de 2015 – O projeto "Do IT – Desenvolvimento e Operacionalização da Investigação de Translação", dinamizado pelo Health Cluster Portugal (HCP), cofinanciado pelo QREN/COMPETE, e envolvendo 21 parceiros do setor da Saúde, surgiu da necessidade de transformar o conhecimento científico em novos produtos e serviços de saúde, concretamente nas áreas do cancro, das doenças neurodegenerativas e da diabetes.

O setor da Saúde caracteriza-se por fortes exigências ao nível da inovação, da eficácia, da qualidade e da segurança de produtos e serviços. Neste sentido, a aposta em I&D tem sido generalizada, quer por parte dos agentes privados, quer dos públicos. Os setores farmacêutico e das tecnologias médicas, quer na Europa, quer nos Estados Unidos da América, têm incrementado os seus investimentos nestas áreas nos últimos anos. "Contudo, este crescendo de investimento nem sempre resulta na disponibilização de produtos e serviços inovadores ao mercado e aos doentes", explica Joaquim Cunha, Diretor Executivo do HCP. "Ou seja, tem-se verificado uma descontinuidade entre a geração de conhecimento e a sua transformação em novos produtos. É precisamente esta a essência do projeto Do IT", acrescenta o responsável.

A apresentação dos resultados do Do IT acontece no dia 16 de abril, no Auditório da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, no âmbito de mais uma edição dos "Encontros com a Inovação em Saúde" do HCP, que conta com a participação de um vasto conjunto de especialistas ligados ao setor da Saúde, e também com as presenças do Secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, Pedro Gonçalves, e do Presidente da Agência Nacional de Inovação, José Carlos Caldeira.

O projeto Do IT juntou 21 instituições (instituições de I&D, universidades, hospitais e empresas) que, em conjunto, entre 2011 e 2015, desenvolveram trabalho de I&D em torno de cinco grandes projetos/áreas:

1) "Desenvolvimento de estratégias e modelos organizacionais de investigação de translação".

2) "DIAMARKER – Suscetibilidade genética das complicações multissistémicas da diabetes tipo 2: novos biomarcadores para diagnóstico e monitorização terapêuticas".

3) "sdAb+péptido - Investigação translacional em Alzheimer".

4) "MyHealth – Plataforma multimodal modular de colheita de informação / sinais clínicos".

5) "Biomarcadores para avaliação de efetividade terapêutica no carcinoma colorretal".

 

Apresenta-se, de seguida, informação adicional sobre cada um destes projetos/áreas.

 

1) "Desenvolvimento de estratégias e modelos organizacionais de investigação de translação"

A definição, a implementação e a operacionalização de programas e metodologias de investigação de translação representam um desafio complexo para a generalidade das organizações. Assim sendo, o HCP e os 21 parceiros envolvidos no Do IT propuseram-se a, com base na experiência adquirida no âmbito do projeto, proceder à construção do documento "Orientações para a definição, implementação e operacionalização de estratégias e modelos organizacionais de investigação de translação: 4 estudos de caso em Portugal", com vista à sua subsequente disseminação pelas organizações do setor nacional da Saúde.

Segundo Joaquim Cunha, "este documento visa disponibilizar à generalidade das organizações da cadeia de valor da Saúde um instrumento orientador que possa contribuir para uma melhoria dos seus processos e, consequentemente, do seu desempenho em termos de I&D e Inovação, trazendo impactos positivos ao nível dos seus índices de produção científica, de patentes, de novas spin-offs/start-ups tecnológicas e, em última análise, da sua oferta de produtos e serviços".

 

2) "DIAMARKER – Suscetibilidade genética das complicações multissistémicas da diabetes tipo 2: novos biomarcadores para diagnóstico e monitorização terapêutica"

Este projeto compreendeu o desenvolvimento de uma ferramenta de diagnóstico de fatores de risco genéticos e sua correlação com biomarcadores funcionais, bioquímicos e estruturais precoces das complicações multissistémicas da diabetes. Prevê um software de previsão de risco e também uma ferramenta de diagnóstico com base em marcadores imagiológicos. As instituições envolvidas são AIBILI, BIOCANT, Centro de Neurociências e Biologia Celular, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra; Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Retmarker, Siemens, e Universidade de Aveiro.

 

3) "sdAb+péptido - Investigação translacional em Alzheimer"

Resulta de uma colaboração entre a TechnoPhage (engenharia de anticorpos), o IMM (Estrutura e Dinâmica Molecular e Celular) e a Bial, e levou ao desenvolvimento de pequenos domínios de anticorpos, que reconhecem e desagregam uma proteína cerebral responsável pelo evoluir da doença de Alzheimer, em ligação/fusão com um péptido que permite passar a barreira hematoencefálica. Ou seja, o anticorpo por meio desta ligação ao péptido consegue atingir o seu alvo que se encontra no cérebro. Funcionou também como uma incubadora de ideias para novos projetos e novos ensaios-teste essenciais para o estudo de novos mecanismos para o tratamento da doença de Alzheimer.

 

4) "MyHealth – Plataforma multimodal modular de colheita de informação/sinais clínicos"

O objetivo do projeto MyHealth foi criar uma plataforma multimodal modular de colheita de informação/sinais clínicos com o intuito de vir a desenvolver planos terapêuticos mais eficientes.

Segundo os seus promotores, "este projeto provou ser possível a viabilidade da monitorização de pacientes em diversos ambientes (incluindo em ambientes exteriores às unidades prestadoras de cuidados de saúde), nomeadamente através do desenvolvimento de novos dispositivos médicos, e provou também o potencial de conhecimento que os dados médicos individuais, quando agregados, possuem para a gestão e o estabelecimento de políticas de saúde". Para este efeito, foi criada uma plataforma tecnológica transversal, que permite a coleção, organização e processamento dos registos de forma integrada.

Do projeto MyHealth resultaram, portanto, uma plataforma multimodal modular integrada de colheita de informação/sinais clínicos, e uma plataforma informática e de comunicação de dados clínicos integrados. Resultaram ainda do projeto uma plataforma de caracterização da estrutura e funcionamento cerebral (EEG sem fios e touca em tecido para a sua colheita), uma solução relacionada com a colheita de dados laboratoriais (num chip) por análise espectrofotométrica a partir de fluídos biológicos, soluções de deteção de marcadores biológicos, e de colheita de informação hormonal e farmacológica a partir da análise de cabelo.

O MyHealth juntou as seguintes entidades: Frulact, Plux, Têxtil Manuel Gonçalves, Unidade Local de Saúde do Alto Minho, e Universidade do Minho.

 

5) "Biomarcadores para avaliação de efetividade terapêutica no carcinoma colorretal"

Este projeto, que envolveu o Centro Hospitalar de São João, a Eurotrials, a Genetest, o IPO-Porto e o Ipatimup, teve como objetivo o estabelecimento/desenvolvimento de biomarcadores genéticos para avaliação/preditividade da resposta terapêutica e de uma matriz de efetividade terapêutica na área do carcinoma colorretal.

 

Para além de contribuir com avanços nas áreas do diagnóstico, prognóstico e terapêutica do cancro, doenças neurodegenerativas e diabetes, "o projeto Do IT permitiu impulsionar uma maior e melhor cooperação entre empresas, hospitais, instituições de I&D e universidades, que promoveram a imagem de um Portugal inovador e competitivo no domínio da Saúde e, acima de tudo, atuaram em conjunto em benefício dos doentes – que são, afinal, a razão de ser última da investigação em Saúde", conclui Joaquim Cunha.

 

Pode encontrar aqui o programa detalhado desta edição dos "Encontros com a Inovação em Saúde – Translational and clinical research: from bench to bedside, from Portugal to the world", promovida pelo HCP no dia 16 de abril, entre as 9h30 e as 16h30, no Auditório da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Para além dos resultados do Do IT, o programa inclui também a apresentação de um conjunto de outros projetos que, a partir de Portugal, procuram dar resposta a desafios globais nas áreas do cancro e das neurociências. Decorrerá ainda uma sessão na qual os responsáveis de empresas multinacionais irão explicar de que forma podem os investigadores, mas também as PME e startups portuguesas, colaborar com as suas empresas. De destacar a intervenção do keynote speaker, Paulo Fontoura, responsável global pela área de desenvolvimento clínico em neurociências da Roche.

 

Sobre o HCP

O Health Cluster Portugal (HCP) é uma associação privada sem fins lucrativos que tem como objetivo promover o exercício de iniciativas e atividades tendentes à consolidação de um polo nacional de competitividade, inovação e tecnologia, de vocação internacional, através da promoção da cooperação entre empresas, organizações, universidades e entidades públicas, com vista ao aumento do respetivo volume de negócios, das exportações e do emprego qualificado, nas áreas económicas associadas à área da Saúde, bem como à melhoria da prestação de cuidados de saúde.

Assume como missão tornar Portugal num player competitivo na investigação, conceção, desenvolvimento, fabrico e comercialização de produtos e serviços associados à Saúde, em nichos de mercado e de tecnologia selecionados, tendo como alvo os mais exigentes e mais relevantes mercados internacionais, num quadro de reconhecimento da excelência, do seu nível tecnológico, e das suas competências e capacidades no domínio da inovação.

Criado em abril de 2008, o HCP reúne atualmente cerca de 150 associados, incluindo instituições de I&D, universidades, hospitais, e empresas das áreas da farmacêutica, biotecnologia, dispositivos médicos e serviços.

Poderá consultar informação mais detalhada no website do HCP (www.healthportugal.com) e participar nos grupos do HCP no LinkedIn® (http://www.linkedin.com/groups/Health-Cluster-Portugal-4481242/about).

 

(HCP, 15 de abril de 2015)