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Universidade do Minho e AMI | Hospital Privado de Guimarães promovem robótica médica

Robôs favorecem acto médico e a qualidade de vida dos pacientes


A convite da AMI | Hospital Privado de Guimarães, o curso de Engenharia Biomédica da Universidade do Minho dinamizou o workshop «Robótica, aplicações à Saúde», que enfatizou, de acordo com a docente Estela Bicho, os benefícios das aplicações de tecnologia na medicina: «Processos cirúrgicos muitos menos invasivos, e com maior precisão, o que para o paciente tem implicações muito positivas, nomeadamente menos perda de sangue, menor dor, menores riscos de infecção e, consequentemente, tempos de recuperação muito mais curtos».

«Hoje, a única certeza na Saúde é a mudança. Entre os diversos desafios a que temos de responder, é notória a crescente incorporação tecnológica na actividade médica. Um programa contínuo de investimentos, em que este workshop se integra, assegura-nos, neste contexto, uma regular conformidade ao estado da arte da tecnologia médica, e impõe-nos uma actualização constante do conhecimento para podermos fazer sempre mais e melhor», explica Teófilo Leite, presidente do conselho de administração da Casa de Saúde de Guimarães, SA, empresa que gere a rede AMI | Assistência Médica Integral, nomeadamente AMI | HPG.

Este primeiro workshop, de uma série que a Universidade do Minho pretende realizar sobre este tema, reuniu mais de 150 profissionais de saúde, apresentou o estado da arte a nível mundial, europeu e em Portugal, do uso de sistemas robóticos nas áreas da saúde (cirurgia, reabilitação, vigilância e monitorização) e aproximou os clínicos (médicos, enfermeiros, técnicos) e os (futuros) engenheiros, incentivando o uso da tecnologia actual, bem como o desenvolvimento de novas soluções e sistemas robóticos associados à área da saúde.

«A robótica potenciará a longevidade dos cirurgiões seniores. A precisão dos robôs permitem aproveitar toda a experiência acumulada sem que o tremor das mãos seja um óbice», exclamou o experiente otorrinolaringologista Manuel Pais Clemente, cujo pensamento foi corroborado pelo neurocirurgião Manuel Rito. «O robot permite mais controlo, rigor e consistência», explicou, referindo ainda que, no curto prazo, ouviremos falar de nanorobótica, «que ainda é ficção, mas será muito útil para a cirurgia do cérebro».

«Dispositivos robóticos para aplicações na neurocirurgia», «Dispositivos robóticos para aplicações em cirurgia cardíaca», «Robótica em laparoscopia», «Robôs em cirurgia ortopédica», «Reabilitação do movimento de membros inferiores», «Próteses robóticas de membros inferiores», «Próteses robóticas de membros superiores» e «Sistemas robóticos para a monitorização, vigilância e assistência remota a pacientes» foram os casos apresentados e que na opinião da docente da Universidade do Minho «contribuem para uma melhoria na prestação de cuidados de saúde e da qualidade de vida dos pacientes».

Das unidades da saúde, a Universidade do Minho espera colaboração no desenvolvimento e validação das tecnologias. Da indústria espera, depois, a sua produção e disseminação, da forma mais abrangente e acessível.

«As unidades de saúde são parceiras fundamentais para se poder testar as aplicações robóticas em "problemas do mundo real" no que diz respeito à prestação de cuidados de saúde e sua aceitabilidade pelos utilizadores. Neste sentido, a parceria com a AMI| Hospital Privado de Guimarães é muito importante», afirma Estela Bicho.

Recentemente a Universidade do Minho, juntamente com outros parceiros europeus, submeteu um projecto Europeu Marie Curie, na área da Neuro-engenharia, do qual a AMI | Hospital Privado de Guimarães, é um dos parceiros associados, e terá como função ajudar no teste e validação dos sistemas robóticos a desenvolver pela universidade.

Em workshops futuros, serão apresentados trabalhos concretos da Universidade do Minho no domínio da robótica aplicada à saúde:

1. ENIGMA - Cadeira de Rodas Omnidireccional (Projecto da responsabilidade do Prof. Fernando Ribeiro);

2. Próteses cirúrgicas para corrigir a anomalia congénita conhecida por "peito escavado" (Projecto da responsabilidade dos Profs. João Vilaça, António Marques Pinho, Jorge Correia Pinto e Jaime Fonseca);

3. Robot socialmente inteligente para assistência a pessoas com problemas motores ou cognitivos (Projecto da responsabilidade dos Profs. Estela Bicho e Wolfram Erlhagen);

4. Projecto ProPaFe - Design and Development of a Patellofemoral Prosthesis (da responsabilidade dos Profs. Paulo Flores e António Completo);

5. Robótica para crianças com autismo (Responsabilidade da Prof. Filomena Soares);

6. Interfaces humano-computador (da responsabilidade dos Profs. Nuno Martins, Paulo Mendes e Higino Correia);

7. Cápsulas Endoscópicas (responsabilidade da Prof. Graça Minas)

 

(Casa de Saúde de Guimarães, 5 de Fevereiro de 2011)